Psilocybe cubensis, cogumelo mágico ou teonanacatl é o fungo (vulgo cogumelo) responsável pela produção de psilocibina. Uma substância enteógena, utilizada em muitos rituais xâmanicos (de 9 mil anos atrás) e também no uso contemporâneo de algumas religiões ou recreativo e meditativo.

P. cubensis propaga-se em esterco de vaca, então aqui vão os 5 passos para a caça e identificação deste cogumelo:

1- O PASTO

Não cometa o erro de achar que qualquer cogumelo encontrado por aí, mesmo que se assemelhe ao P. cubensis, seja alucinógeno ou comestível. A biodiversidade micológica (dos fungos) é gigantesca e a chance de você estar ingerindo um cogumelo qualquer que pode nem ser comestível é muito grande. Se quer caçar, procure um pasto de bovinos ou ruminantes em geral. Encontre a bosta da vaca e de início a identificação!

2-COLORAÇÃO

Aproveite a luz do sol para identificar a coloração. Sua estipe (“caule”) e píleo (“chapéu”) são de coloração marrom ou palha, sendo o píleo a apresentar um ponto mais escuro parte central do chapéu. As lamelas (foto) são de coloração escura, do roxo ao preto.

3- O VÉU

Outro ponto importante para a identificação é a presença do véu. Esta estrutura de proteção interliga a estipe ao píleo quando o cogumelo é jovem. Quando está em frutificação este véu se rompe, mas a característica morfológica que nos permite identificar o P. cubensis é um resquício do véu quase sempre preso a estipe, de coloração escura (como as lamelas) como na foto.

4- IDENTIFIQUE OS ESTÁGIOS DO PÍLEO (CHAPÉU)

É comum a ocorrência de cogumelos nas chamadas “famílias”. Aglomerações de vários cogumelos. Utilize os diferentes estágios de maturação dos cogumelos para identificar a espécie. O P. cubensis apresenta o seguinte comportamento ao longo da vida: píleo em formato cônico, com a presença do véu unindo a estipe ao píleo; côncavo, assemelhando-se a um chapéu de palha; reto e a seguir com as bordas voltadas para cima

5- O TESTE FINAL: AZULAMENTO

“Mutcho louco loucomelo cogumelos azuis” Ventania sempre trazendo muita sabedoria a todos nós! O ultimo passo na identificação é caracterizar o azulamento da estipe. Para isto, colete um cogumelo, pressione uma parte da estipe até esmagá-la. Após alguns minutos a aparência deve se tornar roxo-azulado.

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Nova pesquisa aponta os cogumelos alucinógenos como as drogas recreativas mais seguras para consumo, sustentando novos experimentos para tratar depressão com a utilização da psilocibina.

 

No mês passado, a notícia sobre como a droga mais segura para recreação são os cogumelos alucinógenos deu mais sustentação para as novas pesquisas que têm sido feitas para tratar depressão com a utilização de psilocibina, enteógeno presente nestes cogumelos. O resultado da pesquisa também deve ter gerado um alívio entre os curiosos que tinham medo de experimentar e um incentivo para os entusiastas. Porém, antes de enlouquecer com as possibilidades, é importante ter consciência que o corpo sofre as consequências da ingestão extrapolada de qualquer substância.

Para quem ainda não leu nada sobre o assunto, a Global Drug Survey (GDS), através de seu mais recente estudo, feito com aproximadamente 120 mil pessoas de 50 países, criou um ranking de segurança de drogas recreativas, da mais segura à mais perigosa, baseado no número de internações hospitalares que cada uma ocasionou.

Para a surpresa até mesmo dos usuários, são os cogumelos “mágicos” os responsáveis por uma porcentagem menor de casos de emergência, seguido pela cannabis, e LSD e cocaína empatando em terceiro lugar. Das pessoas que reportaram terem utilizado cogumelos alucinógenos em 2016, apenas 0,2% disseram ter precisado de ajuda médica emergencial – um número pelo menos cinco vezes menor que os casos de MDMA, LSD e cocaína. A pesquisa completa pode ser conferida aqui.

“Cogumelos mágicos são as drogas mais seguras do mundo”, disse Adam Winstock, psiquiatra e fundador da Global DrugSurvey, em entrevista ao The Guardian. Ele apontou que o maior risco é, na verdade, as pessoas consumirem o tipo errado de cogumelo. De maneira geral, 28 mil pessoas disseram na pesquisa terem consumido cogumelos alucinógenos em algum ponto da vida, 81,7% delas procurando  uma “experiência psicodélica moderada”.

Diferentes motivações na utilização de psicodélicos.

O QUE A PSILOCIBINA PODE FAZER POR VOCÊ

O Dr. Robin Carhart-Harris, chefe da pesquisa psicodélica no Imperial College, em Londres, explica que a psilocibina é semelhante ao LSD, mas é mais fraca e imita a atividade da serotonina no cérebro. Ele reduz a atividade cerebral em centros de transferência de informações, como o tálamo, que fica logo acima do tronco encefálico. O tálamo diz ao cérebro o movimento e as sensações que está detectando. Esta alteração química cria sensações de euforia, de união com o mundo ou universo e os usuários, por vezes, se sentem mais perspicazes e equilibrados – além de toda a psicodelia das cores e formas. Carhart-Harris diz que cogumelos não são realmente drogas recreativas, mas mais uma droga de auto exploração.

Sabendo da baixa porcentagem de efeitos adversos e já tendo estudado as qualidades antidepressivas da psilocibina, alguns segmentos da medicina voltaram a apostar na experimentação de substâncias psicodélicas em casos de pacientes com doenças mentais (como depressão e bipolaridade)  que não encontraram melhoras em remédios tradicionais, já que essas novas conexões no cérebro também podem ser responsáveis por dar aos cogumelos algumas das suas qualidades antidepressivas. O Dr. Mark Bolstridge, psiquiatra clínico e pesquisador da London’s Global University, explicou à revista Tonic que os antidepressivos atualmente utilizados pelos médicos não funcionam para todos os pacientes.

Bolstridge realizou um experimento em 2016 com 12 pacientes que afirmavam estarem se candidatando por não verem mais esperança nos remédios convencionais. Segundo ele, a grande maioria respondeu positivamente, sentindo-se mais leves. Ele afirmou que, apesar da mudança da administração da droga (geralmente, antidepressivos são tomados diariamente e a psilocibina foi administrada duas vezes por semana), os depoimentos foram positivos, com melhorias mesmo depois de o experimento já ter terminado.

PSICODELIA COM MODERAÇÃO

Antes que os leitores deste artigo sintam-se inspirados para psicodelizar sem limites, Bolstridge salienta que, como qualquer medicação, a psilocibina não pode ser usada sem orientação de dosagem para cada caso particular. A dosagem errada pode causar a conhecida “bad trip” e pode piorar o estado mental do usuário, mesmo que ele não se considere mentalmente doente. Carhart-Harris afirma que a maioria das experiências com cogumelos são positivas – as pessoas geralmente sabem o que tomaram e que não estão ficando malucas. O efeito é diferente, diz ele, quando os psicoativos são tomados de forma inconsciente. Ele desaconselha o uso por adolescentes e afirma que “eles (cogumelos) o tornam psicologicamente vulnerável e você precisa ter capacidade para entender a experiência”.

Winstock também aponta que “os cogumelos combinados com álcool e usados em ambiente não familiar aumentam as chances de acidentes, como ataques de pânico, desorientação e medo de enlouquecer”, e aconselha que a utilização seja feito em um ambiente amigável ou confortável para o usuário, com pessoas em quem confia e que poderão ajudar no caso de alguma confusão.

Qualquer psicoativo altera a função cerebral e resulta em alterações na percepção, humor, consciência ou comportamento. Se é possível conhecer-se melhor com estas substâncias, nada melhor do que conhecer a substância melhor, certo? Existem muitos artigos acadêmicos que podem esclarecer inúmeras questões com relação a drogas recreativas e como elas poderiam funcionar de forma medicinal

*FOTO DO CABEÇALHO DE JILL BLISS Fonte: www.psicodelizando.com.br

 

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As substâncias psicodélicas como o LSD e a psilocibina – o ingrediente ativo em cogumelos mágicos – são poderosas, capazes de transformar a maneira como as pessoas  percebem o mundo.

Por causa disso, após anos de proibição, pesquisadores psiquiátricos nos EUA estão esperando para tirar proveito desse poder para transformar o tratamento de saúde mental.

E como mostra o novo documentário “Uma Nova Compreensão: A Ciência da Psilocibina”, os resultados que vimos até agora são poderosos. Talvez o mais interessante, o filme mostra como essas substâncias podem transformar as pessoas que se submetem a esta terapia.

“Psilocibina faz em 30 minutos o que os antidepressivos levar de três a quatro semanas para fazer”, David Nutt, professor de neuro-psicofarmacologia na divisão de ciências cerebrais no Imperial College London explica no filme.

Os pesquisadores descobriram que uma dose única de psilocibina acompanhada por terapia pode ter um efeito transformacional sobre a saúde mental – como uma “intervenção cirúrgica” – capaz de tratar até mesmo casos de depressão e ansiedade que resistem ao tratamento padrão.

O filme segue os pesquisadores e participantes do estudo que estão na vanguarda desta era moderna de estudo psicodélico. Pacientes com câncer enfrentam sofrimento sobre o fim da vida e falar sobre como sua experiência ajuda a superar essa angústia e aceitar a sua condição. Voluntários saudáveis ​​que tomaram psilocibina pela primeira vez mostra que ela pode ser usada com segurança em um ambiente terapêutico e elas  descrevem a forma de como a “viagem” mudou sua percepção.

É fascinante ver.

Em um nível básico, uma parte do cérebro que parece coordenar humor e é muito ativo em casos de depressão parece basicamente calar por um tempo, permitindo conexões para formar entre as regiões do cérebro que raramente se comunicam entre si. Isso imita um efeito visto nas mentes dos meditadores de longo prazo. Algo nesta experiência parece causar os efeitos “triplos” da droga, que os participantes nessa pesquisa sofrem ao ouvir música e sentar-se com observadores treinados.

“Em termos de se esses agentes causam alucinações, eles são um pouco mal classificados, uma alucinação é uma experiência em algum fenômeno sensorial baseado em um estímulo que não existe na realidade, é gerado internamente”, diz Stephen Ross, um associado Professor de psiquiatria na NYU School of Medicine, em uma entrevista no filme. “Versus uma ilusão seria olhar para a parede e a parede estar derretendo, que seria uma ilusão, e essas drogas tendem a causar mais ilusões do que franca alucinações, eles alteram como percebemos estímulos reais.”

Para causar esses efeitos, essas drogas ativam receptores de serotonina 2a, explica David Nichols, presidente e co-fundador do Instituto de Pesquisa Heffter.

Mas algo sobre essa experiência – a ativação do cérebro, ilusões e alucinações – parece fazer algo mais profundo que é mais difícil de entender. É capaz de causar de forma confiável o que os pesquisadores chamam de uma “experiência mística”. Essa experiência está fortemente ligada a efeitos duradouros.

“Era como se você estivesse no topo de uma montanha russa e você está prestes a descer e eu me lembro de dentro de mim dizendo: ‘Estou levando minha mente comigo, eu não sei para onde vou, mas Eu estou tomando minha mente comigo ‘… e eu me senti bem e fora eu fui “, diz Sandy, um dos voluntários saudáveis ​​que usaram psilocibina pela primeira vez, descrevendo sua experiência.

As pessoas mudaram quando retornaram dessa jornada.

“Quando voltamos era como se alguém tivesse colocado uma lâmpada dentro da cabeça de Annie, ela estava literalmente brilhando”, diz o marido de um paciente terminal em um desses estudos de psilocibina na UCLA. “Eu me senti maravilhoso, acho que é uma ferramenta extremamente útil … o que fizemos, provavelmente me levaria anos de terapia”, ela concorda.

Você pode assistir ao trailer do filme abaixo e uma versão atual dele pode ser alugada  aqui

 

Fonte: http://www.businessinsider.com/a-new-understanding-film-shows-how-psilocybin-changes-perception-2017-2

 

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Em 1954, no texto As portas da percepção, o escritor Aldous Huxley descreveu suas experiências com a mescalina, uma substância psicoativa derivada do cacto peiote e tradicionalmente usada pelos índios americanos para fins religiosos. As experiências de Huxley incluíram mudanças profundas no campo visual, cores que induziam à percepção de sons, distorção do entendimento a respeito do tempo e espaço, sensações de despersonalização e também sentimentos de união com todo o universo, bem como de paz e felicidade – estados mais frequentemente associados às vivências. “Um grupo de red hot pokers (planta africana), em pleno florescimento, tinha explodido em meu campo de visão. As flores esticadas para cima, em direção ao céu azul, pareciam desabrochar tão apaixonadamente à beira da enunciação… Eu olhei para as folhas e descobri uma delicada complexidade cavernosa com sombras e luzes verdes, pulsando com mistério indecifrável”, escreve. Essas percepções não estão fundamentadas em maior atividade cerebral, como poderíamos imaginar num primeiro momento: mas acontecem justamente quando há redução dessa atividade, segundo experimento recente.

Mescalina, psilocibina (composto psicoativo natural produzido por cogumelos “mágicos”) e ácido lisérgico dietilamida (LSD ou, simplesmente, ácido), uma droga sintética com poderosos efeitos psicodélicos, tornaram-se muito populares na década de 60 com o movimento contracultura. Vários pesquisadores acreditam que as semelhanças entre os sintomas relatados por usuários de LSD e pessoas com psicose aguda apontam para algo em comum: a serotonina, um composto químico de sinalização ou neurotransmissor liberado por certos grupos de neurônios no tronco cerebral. A substância ajudaria a mediar os dois tipos de experiência. De fato, agora, os cientistas acreditam que os efeitos subjetivos e comportamentais característicos de drogas com efeitos psicodélicos são disparados pela estimulação dos receptores de serotonina 2A (conhecida como 5-HT2A) em neurônios corticais.

Todos esses alucinógenos tornaram-se drogas controladas no final dos anos 60 e início dos 70 devido a diversas questões médicas, políticas e culturais. O uso passou a ser clandestino. Pesquisas sobre seus efeitos psicológicos, fisiológicos e neuronais foram praticamente cessadas. No entanto, com a compreensão dos possíveis benefícios terapêuticos das drogas psicodélicas, como redução da ansiedade e da dor crônica, alguns tabus sociais contra a pesquisa científica neurobiológica têm sido superados. Vários estudos europeus bem controlados têm cuidadosamente explorado a ação de alucinógenos no cérebro de voluntários.
Experimentos com exames de neuroimagem com tomografia por emissão de pósitrons (PET), feitos desde o fim do século passado, demonstraram ativação no lobo frontal de voluntários que tomaram alucinógenos, em particular no córtex pré-frontal, córtex cingulado anterior e córtex da ínsula.

Os resultados se mostraram alinhados com a expectativa de que a intensificação das experiências comuns e a expansão de aspectos da consciência seriam amplamente associadas com psicodélicos e se refletiriam em maior atividade cerebral do que o normal. Agora, um estudo feito pelo psicofarmacologista David Nutt, do Imperial College de Londres, e seus colegas derruba completamente esse ponto de vista.

MENSAGENS FRAGMENTADAS
Os cientistas britânicos trabalharam com um grupo de 30 voluntários: injetaram nas veias de alguns uma inofensiva mistura de água salgada (placebo) e, em outros, 2 miligramas de psilocibina enquanto os participantes permaneciam deitados dentro de um escâner magnético. Como esperado, por um breve período as pessoas experimentaram os efeitos da droga. Durante essa curta “viagem”, o cérebro delas foi escaneado com duas diferentes técnicas de ressonância magnética funcional. Ambos os grupos apresentaram resultados consistentes e muito surpreendentes.

O mais curioso é que a atividade cerebral das pessoas foi amplamente reduzida. Ou seja: as drogas que alteram a consciência dimi-nuí-ram a atividade hemodinâmica, incluindo o fluxo de sangue, em regiões específicas, como o tálamo, o córtex pré-frontal medial, o córtex cingulado anterior e posterior. A atividade cerebral diminuiu em até 20% nessas regiões em comparação ao momento anterior da aplicação da injeção. Ainda mais impressionante, quanto mais profunda foi a redução da atividade no córtex cingulado anterior e córtex pré-frontal medial, mais fortemente o voluntário sentiu os efeitos do alucinógeno. A atividade cerebral não mostrou aumento em nenhuma região. Além disso, a comunicação entre o córtex pré-frontal e regiões corticais na parte posterior do cérebro também foi interrompida. A redução da atividade hemodinâmica em áreas específicas do cérebro é inédita. Obviamente que a atividade cerebral não foi completamente desligada – o que levaria a danos permanentes e morte cerebral em poucos minutos.

A atividade hemodinâmica está intimamente ligada à atividade neuronal, conforme registrado pelo escâner de ressonância magnética. No estudo conduzido por Nutt, o padrão de leitura de dados da RMf demonstrou que expandir a mente com uso de cogumelos mágicos rebaixa muitos circuitos cerebrais em vez de ativá-los. O córtex cingulado anterior e regiões do córtex pré-frontal inibem o sistema límbico e outras estruturas.
Assim, a regulação negativa ou a redução da resposta poderia permitir que o sistema límbico (responsável pelo processamento de emoção) e talvez o córtex sensorial desempenhassem um papel relativamente mais dominante. A atividade hemodinâmica ou neuronal aprimorada, por si só, não dá lugar à percepção e ao pensamento. Afinal, crises epiléticas são descargas hipersincronizadas que afetam o córtex em uma atividade rítmica maciça e deixam o paciente inconsciente. O padrão de picos em populações heterogêneas de neurônios transmite informações específicas: as mensagens representadas na consciência.

Até agora, porém, tudo isso é pura especulação. Os detalhados mecanismos biofísicos e os efeitos da psilocibina em diferentes neurônios ainda precisam ser melhor investigados. Qualquer descoberta tem necessidade de ser replicada por outros grupos antes de se tornar parte do conhecimento. Além disso, a discrepância em relação às experiências anteriores de PET deve ser explicada. As duas principais diferenças são o modo de tomar o medicamento (por via intravenosa e oralmente) e o tempo de medição (imediatamente e uma hora mais tarde).

O intrigante é que as regiões que apresentam maior redução da atividade cerebral são as mais fortemente interligadas. Essas regiões funcionam como círculos de tráfego ou pontos centrais que ligam regiões díspares. Assim, o cérebro sob o efeito da psilocibina se torna mais desconectado, mais fragmentado, o que pode explicar alguns dos aspectos dissociativos de “viagens” com o uso de ácido. No entanto, a explicação dos efeitos da expansão da mente (motivo principal da valorização desse tipo de droga) é totalmente obscura. O estudo sublinha mais uma vez como nosso conhecimento sobre a engrenagem cerebral permanece escasso e impreciso.

Fonte: UOL

http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/sob_o_efeito_de_alucinogenos.html

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Não tome cogumelos…a menos que você esteja muito bem preparado, a menos que você esteja especificamente preparado para perder sua cabeça.

E não tome a menos que você esteja pronto para mudar radicalmente a sua perspectiva sobre si mesmo e sua vida, porque você vai ser uma pessoa diferente, e você deve estar pronto para enfrentar essa possibilidade

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Eric Roston

(Bloomberg) — Pacientes oncológicos vivenciam um alívio imediato, significativo e duradouro da angústia existencial e da depressão quando são tratados com psilocibina, o princípio ativo presente nos cogumelos alucinógenos, de acordo com as conclusões de duas pesquisas inovadoras publicadas na quinta-feira.

Para alguns pacientes com câncer avançado, o choque da doença e o medo do fim da vida que vem com ela podem levar ao desespero, ao desamparo e até mesmo ao suicídio. Até 40% desses pacientes sofrem de ansiedade ou depressão, e os antidepressivos funcionam apenas tanto quanto os tratamentos com placebo.

Os novos estudos são bastante contundentes em si, mas o Journal of Psychopharmacology reforça suas conclusões ao preencher o restante da edição com comentários de especialistas que exploram de tudo, desde a bioquímica do modo de funcionamento da psilocibina às leis antidrogas dos EUA que interromperam pesquisas psiquiátricas, e chegam a confrontar o enigma milenário que Søren Kierkegaard chamou de “a doença até a morte”.

Um dos estudos, conduzido por pesquisadores da Universidade de Nova York (NYU, na sigla em inglês), dividiu seus 29 sujeitos com câncer avançado em dois grupos; ambos foram submetidos à psicoterapia como parte do experimento. Um grupo recebeu uma dose de 0,3 miligramas de psilocibina produzida em laboratório por quilo de massa corporal, e o outro grupo recebeu um tratamento controle de vitamina niacina. Sete semanas depois, cada grupo recebeu a substância contrária.

Os resultados, segundo os autores, foram “rápidos, sólidos e contínuos”: doses únicas aliviaram a depressão e a ansiedade por mais de sete semanas e por até oito meses. Os autores concluem, com uma notável avaliação de seus resultados, que “esta descoberta farmacológica é inovadora na psiquiatria”.

O segundo estudo, conduzido por médicos da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, dividiu em dois grupos 51 pacientes diagnosticados com câncer que ameaça a vida. Eles receberam uma dose terapêutica ou uma dose muito baixa de psilocibina em um primeiro tratamento e receberam a dose contrária cinco semanas depois.

Assim como na pesquisa da NYU, os resultados do estudo da Universidade Johns Hopkins “mostram que a psilocibina produziu quedas grandes e significativas “na depressão, na ansiedade ou na melancolia” e aumentos nos indicadores de qualidade de vida, propósito existencial, aceitação da morte e otimismo”, escreveram os autores. “Esses efeitos se mantinham aos seis meses.”

Roland Griffiths, professor de psiquiatria e ciências do comportamento da Universidade Johns Hopkins e principal autor da pesquisa, salientou os efeitos aparentemente únicos desse tratamento experimental em uma entrevista coletiva na quarta-feira.

“A descoberta de que uma única dose de uma droga de relativamente curta duração provoca efeitos antidepressivos e ansiolíticos substanciais e duradouros realmente não tem precedentes”, disse ele, “e de fato pode representar uma possível mudança de paradigma no tratamento de pacientes que sofrem de distúrbios psicológicos relativos ao câncer”.

Fonte: BOL

https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/economia/2016/12/01/cogumelos-alucinogenos-aliviam-angustia-de-pacientes-com-cancer.htm

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POR O GLOBO / / /

 

As alterações nessas características pessoais foram verificadas em quase 60% dos 51 participantes do estudo e duraram ao menos um ano. Além disso, as mudanças de personalidade provocadas pelo alucinógeno – medidas com questionários de avaliação largamente utilizados em pesquisas do tipo – foram em magnitude maior do que as alterações observadas em adultos saudáveis como consequência do acúmulo de experiência ao longo décadas de vida. Segundo os cientistas, outras pesquisas indicam que depois dos 30 anos a personalidade de uma pessoa não costuma mudar significativamente.

Normalmente, a abertura de uma pessoa tende a diminuir com a idade – lembra Roland R. Griffiths, professor de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da universidade e líder do estudo, publicado no “Journal of Psychopharmacology”.

Os voluntários do estudo passaram por duas a cinco sessões com oito horas de duração, espaçadas por pelo menos três semanas cada. Eles foram informados que receberiam doses moderadas a altas de psilocibina em uma dessas sessões, mas nem eles nem os monitores sabiam em qual delas. A cada sessão, os participantes foram encorajados a deitar em um colchão, usar uma venda nos olhos para bloquear estímulos visuais externos, ouvir música e focar sua atenção nas suas experiências interiores.

A personalidade dos voluntários foi avaliada na sua inclusão no estudo, um a dois meses após cada sessão e cerca de 14 meses depois da última delas. Griffiths acredita que as mudanças encontradas provavelmente são permanentes, já que se mantiveram por mais de um ano na maioria dos participantes, dos quais quase todos se consideravam espiritualmente ativos (isto é, participavam de rituais religiosos, rezavam ou meditavam); e mais da metade tinha cursos de pós-graduação.

Griffiths destaca que alguns dos voluntários relataram sentimentos fortes de medo e ansiedade nas sessões com a droga, mas nenhum reclamou de efeitos maléficos de longo prazo. Segundo ele, as alterações de personalidade foram verificadas principalmente nos participantes que relataram o que chamaram de “experiência mística”.

Para Griffiths, o estudo indica que a psilocibina pode ter usos terapêuticos. Atualmente, ele avalia se o alucinógeno pode ajudar pacientes com câncer a enfrentar a depressão e a ansiedade que acompanham o diagnóstico, ou fumantes inveterados a superarem o vício.

– Há muitas aplicações que nem podemos imaginar neste ponto. Isso certamente merece mais estudos sistemáticos – considera.

Fonte: O Globo
http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/basta-uma-dose-de-cogumelo-alucinogeno-para-causar-mudanca-de-personalidade-diz-pesquisa-2747062

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A psilocibina, o componente psicodélico presente em cogumelos, pode um dia ser um tratamento eficaz para pacientes com depressão profunda que não conseguem se recuperar usando outras terapias, disseram cientistas nesta terça-feira (17).

Um estudo piloto de pequena escala do uso da psilocibina em casos de depressão resistente a tratamento convencional mostrou que o método é seguro e eficiente, disseram pesquisadores britânicos.

Dos 12 pacientes que receberam a droga, todos mostraram algum recuo nos sintomas de depressão durante pelo menos três semanas. Sete continuaram a exibir uma reação positiva após três meses, e cinco continuavam em recuperação após este período.

Robin Carhart-Harris, que liderou o estudo no departamento de medicina do Imperial College de Londres, disse que os resultados, publicados no periódico científico Lancet Psychiatry, são surpreendentes.

Muitos pacientes descreveram uma experiência profunda, disse ele, e pareceram ter uma transformação na maneira como percebem o mundo.

“Mas não devemos nos empolgar com estes resultados”, afirmou aos repórteres em um boletim em Londres. “Isso não é uma bala de prata. Estamos começando a aprender como fazer este tratamento”.

Os cogumelos mágicos crescem em todo o mundo e vêm sendo usados desde os tempos antigos, tanto para recreação quanto para rituais religiosos.

A Psilocibina, componente presente em cogumelos, é estudada por britânicos. Efeitos e benefícios ainda estão em fase de testes.

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Existem relatos de pessoas que consumiram cogumelos mágicos e continuaram a sentir seus efeitos por mais de um ano, sentindo-se ainda verdadeiramente nas nuvens.

“A maioria dos voluntários conseguia se lembrar de suas experiências 14 meses depois e as classificavam como uma das cinco experiências espirituais mais significativas já vividas,“ comparando-as com o nascimento de um filho ou a morte do pai ou da mãe, afirma o neurocientista Roland Griffths, da Faculdade de Medicina da Johns Hopkins University, que conduziu a pesquisa. É fantástico passar por uma experiência assim tão marcante. Mais fantástico ainda é ela ainda ser significativa 14 meses depois. Experiências como essas são inesquecíveis.”

Griffiths administrou psilocibina, o ingrediente ativo dos chamados cogumelos mágicos, a 36 voluntários especialmente selecionados. Acredita-se que esse composto afeta a percepção e a cognição, agindo nos mesmos receptores do cérebro que respondem à serotonina, um neurotransmissor associado ao humor.

Posteriormente, cerca de dois terços do grupo relatou ter uma “completa experiência mística”, caracterizada por uma sensação de “unidade” com o Universo. Quando Griffths lhes perguntou, 14 meses depois, como eles estavam se sentindo, a mesma proporção atribuiu à experiência altos níveis de satisfação transcendental, e a associou ao crescente bem-estar que sentiram desde então.

Alguns cientistas observaram que o estudo da psilocibina era apenas o começo de uma longa jornada pelo conhecimento. “Não se sabe até que ponto é possível generalizar esses resultados,” ressalva o neurocientista Charles Schuster, da Loyola University Chicago e ex-diretor do Instituto Americano contra o Abuso de Drogas. “É exagero atribuir todos esses efeitos às drogas e esperar que elas ajam da mesma forma sobre as pessoas, sem que os participantes da pesquisa sejam preparados adequadamente.”

Herbert Kleber, que dirige a divisão de consumo de drogas da Columbia University, também observa que é difícil avaliar o impacto dos cogumelos sem conhecer detalhadamente as mudanças que ocorreram na vida das dos usuários. Por exemplo, não está claro no estudo, se os voluntários realmente eram mais altruístas ou se simplesmente se diziam ser.

No entanto, os resultados parecem de fato apoiar os relatos de usuários por recreação e o que Timothy Leary, o guru do LSD e ícone da contracultura dos anos 1960, tornou famoso no seu laboratório psicodélico na Harvard University.

Griffiths e Schuster pretendem continuar com as pesquisas sobre psilocibina para determinar se ela tem efeitos duradouros no cérebro — e se os efeitos místicos relatados afetam somente a memória ou originam-se de outras alterações psicológicas. Este estudo esta entre os mais polêmicos das últimas quatro décadas, vindo atrás do uso indiscriminado ilegal de alucinógenos como as drogas usadas por recreação nos anos 1960, que causaram a dispensa de pesquisadores de empresas e de universidades.

“Eu não creio que haja evidências suficientemente fortes para justificar qualquer efeito benéfico para as pessoas, nem para se discutir a legalização dessa substância sem que muito mais pesquisas sejam realizadas,” afirma Schuster. “Porém a ilegalidade não deve interferir na pesquisa”.

Griffiths, por sua vez, está recrutando pacientes terminais portadores de câncer para um experimento que deverá testar se a psilocibina mitiga a ansiedade existencial que atinge pacientes na iminência de morte. Por incrível que pareça, diz ele, essa substância também pode ser a salvação para dependentes químicos.

“Realmente parece ser contra-intuitivo,” observa Griffths. Mas, seis dos 12 passos dos Alcoólicos Anônimos estão relacionados a um poder mais alto ao qual se submetem. Muitas pessoas não aceitam rigorosamente os 12 passos do programa porque não têm uma relação com um poder superior. É preciso avaliar cuidadosamente a validade de uma experiência como essa, antes de aceita-la a priori.

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Strain/Cepa: Psilocybe Galindoi (Geradora de Trufas Psicodélicas)
Substrato: FAI (Farinha de Arroz Integral)
Temp. de Incubação: 25º Graus
Inoculação: Multiesporos

Preparo do Spawn:

Este substrato foi preparado seguindo as técnicas Pftek (arroz integral + Vermiculita). Eu costumo triturar um pouco o arroz integral no liquidificador mas não precisa triturar até virar pó,  apenas para quebrar bem os grãos.

A proporção é:
1/2 de vermiculita
1/4 de Farinha de arroz
1/4 de Água

Primeiramente eu misturo bem a vermiculita com o arroz integral, depois eu adiciono água, o ponto ideal é quando você aperta com a mão e escorre apenas umas duas a três gotas de água.

Misturando bem eu distribuo em potes de 350Ml e levo a panela e pressão por uma hora e meia para esterilização.

Inoculação:
Cerca de 0.5ml por cada furo no pote. Fazendo apenas 4 furos em cada pote.

Incubação:
Incubação durou cerca de 20 dias em ambiente totalmente escuro (caixa de isopor), temperatura em media 26 graus. Neste momento as primeiras trufas já eram geradas.

Preparo do substrato para frutificação:
Aqui eu utilizei 50% de pó de coco e 50% de esterco bovino, misturei tudo (processo chamado de BULK) e fui adicionando água até o substrato ficar úmido. Após toda a mistura sofreu um processo de pasteurização de 1h30 a 76 graus, deixei essa mistura repousando por 24h.

No dia seguindo eu usei uma bandeja média, esterilizei com álcool 70% e quebrei os bolos já colonizados e misturei com o substrato preparo no dia anterior.

Fechei com papel alumínio e fiz uns furos para troca de ar, depois de uma semana.

Após uma semana eu quebrei todo o bolo, a aparência é bem diferente dos cubensis, o micélio é mais ralo, até mesmo aparentando contaminacao por Cobweb, mas é uma característica do micélio do P. Galindoi.

Após uns  dias os pimeiro pins vão aparencendo. Especie gera bastante frutos.

Carimbos não possui uma carga muito alta de esporos, mas os esporos gerados são altamente viáveis. Carimbos dessa especie disponível para compra em nossa e-Shop.

Um abraço

 

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Strain/Cepa: Penis Envy
Substrato: FAI (Farinha de Arroz Integral)
Temp. de Incubação: 25º Graus
Inoculação: Multiesporos

Preparo do Spawn:

Este substrato foi preparado seguindo as técnicas Pftek (arroz integral + Vermiculita). Eu costumo triturar um pouco o arroz integral no liquidificador mas não precisa triturar até virar pó,  apenas para quebrar bem os grãos.

A proporção é:
1/2 de vermiculita
1/4 de Farinha de arroz
1/4 de Água

Primeiramente eu misturo bem a vermiculita com o arroz integral, depois eu adiciono água, o ponto ideal é quando você aperta com a mão e escorre apenas umas duas a três gotas de água.

Misturando bem eu distribuo em potes de 350Ml e levo a panela e pressão por uma hora e meia para esterilização.

Inoculação:
Cerca de 0.5ml por cada furo no pote. Fazendo apenas 4 furos em cada pote.

Incubação:
Incubação durou cerca de 25 dias em ambiente totalmente escuro (caixa de isopor), temperatura em media 26 graus.

Preparo do substrato para frutificação:
Aqui eu utilizei 50% de pó de coco e 50% de esterco bovino, misturei tudo (processo chamado de BULK) e fui adicionando água até o substrato ficar úmido. Após toda a mistura sofreu um processo de pasteurização de 1h30 a 76 graus, deixei essa mistura repousando por 24h.

No dia seguindo eu usei uma bandeja média, esterilizei com álcool 70% e quebrei os bolos já colonizados e misturei com o substrato preparo no dia anterior.

Fechei com papel alumínio e fiz uns furos para troca de ar, depois de uma semana o resultado foi este:

Agora eu quebrei o bolo colonizado e fiz uma camada fina com o mesmo substrato que usei para fazer o preparo do Bulk e coloquei para frutificar.

A strain Penis Envy demora um pouco mais para pinar, cerca de 10 dias. Mas os resultados foram ótimo, primeiro flush rendeu um pelo peso seco.

A seringa para inocular essa strain está disponível em nossa e-Shop, se quiser adquirir é só clicar aqui!

Grande abraço a todos!

Hauxx

 

 

 

 

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