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A psilocibina pode ser sua amiga

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Nova pesquisa aponta os cogumelos alucinógenos como as drogas recreativas mais seguras para consumo, sustentando novos experimentos para tratar depressão com a utilização da psilocibina.

 

No mês passado, a notícia sobre como a droga mais segura para recreação são os cogumelos alucinógenos deu mais sustentação para as novas pesquisas que têm sido feitas para tratar depressão com a utilização de psilocibina, enteógeno presente nestes cogumelos. O resultado da pesquisa também deve ter gerado um alívio entre os curiosos que tinham medo de experimentar e um incentivo para os entusiastas. Porém, antes de enlouquecer com as possibilidades, é importante ter consciência que o corpo sofre as consequências da ingestão extrapolada de qualquer substância.

Para quem ainda não leu nada sobre o assunto, a Global Drug Survey (GDS), através de seu mais recente estudo, feito com aproximadamente 120 mil pessoas de 50 países, criou um ranking de segurança de drogas recreativas, da mais segura à mais perigosa, baseado no número de internações hospitalares que cada uma ocasionou.

Para a surpresa até mesmo dos usuários, são os cogumelos “mágicos” os responsáveis por uma porcentagem menor de casos de emergência, seguido pela cannabis, e LSD e cocaína empatando em terceiro lugar. Das pessoas que reportaram terem utilizado cogumelos alucinógenos em 2016, apenas 0,2% disseram ter precisado de ajuda médica emergencial – um número pelo menos cinco vezes menor que os casos de MDMA, LSD e cocaína. A pesquisa completa pode ser conferida aqui.

“Cogumelos mágicos são as drogas mais seguras do mundo”, disse Adam Winstock, psiquiatra e fundador da Global DrugSurvey, em entrevista ao The Guardian. Ele apontou que o maior risco é, na verdade, as pessoas consumirem o tipo errado de cogumelo. De maneira geral, 28 mil pessoas disseram na pesquisa terem consumido cogumelos alucinógenos em algum ponto da vida, 81,7% delas procurando  uma “experiência psicodélica moderada”.

Diferentes motivações na utilização de psicodélicos.

O QUE A PSILOCIBINA PODE FAZER POR VOCÊ

O Dr. Robin Carhart-Harris, chefe da pesquisa psicodélica no Imperial College, em Londres, explica que a psilocibina é semelhante ao LSD, mas é mais fraca e imita a atividade da serotonina no cérebro. Ele reduz a atividade cerebral em centros de transferência de informações, como o tálamo, que fica logo acima do tronco encefálico. O tálamo diz ao cérebro o movimento e as sensações que está detectando. Esta alteração química cria sensações de euforia, de união com o mundo ou universo e os usuários, por vezes, se sentem mais perspicazes e equilibrados – além de toda a psicodelia das cores e formas. Carhart-Harris diz que cogumelos não são realmente drogas recreativas, mas mais uma droga de auto exploração.

Sabendo da baixa porcentagem de efeitos adversos e já tendo estudado as qualidades antidepressivas da psilocibina, alguns segmentos da medicina voltaram a apostar na experimentação de substâncias psicodélicas em casos de pacientes com doenças mentais (como depressão e bipolaridade)  que não encontraram melhoras em remédios tradicionais, já que essas novas conexões no cérebro também podem ser responsáveis por dar aos cogumelos algumas das suas qualidades antidepressivas. O Dr. Mark Bolstridge, psiquiatra clínico e pesquisador da London’s Global University, explicou à revista Tonic que os antidepressivos atualmente utilizados pelos médicos não funcionam para todos os pacientes.

Bolstridge realizou um experimento em 2016 com 12 pacientes que afirmavam estarem se candidatando por não verem mais esperança nos remédios convencionais. Segundo ele, a grande maioria respondeu positivamente, sentindo-se mais leves. Ele afirmou que, apesar da mudança da administração da droga (geralmente, antidepressivos são tomados diariamente e a psilocibina foi administrada duas vezes por semana), os depoimentos foram positivos, com melhorias mesmo depois de o experimento já ter terminado.

PSICODELIA COM MODERAÇÃO

Antes que os leitores deste artigo sintam-se inspirados para psicodelizar sem limites, Bolstridge salienta que, como qualquer medicação, a psilocibina não pode ser usada sem orientação de dosagem para cada caso particular. A dosagem errada pode causar a conhecida “bad trip” e pode piorar o estado mental do usuário, mesmo que ele não se considere mentalmente doente. Carhart-Harris afirma que a maioria das experiências com cogumelos são positivas – as pessoas geralmente sabem o que tomaram e que não estão ficando malucas. O efeito é diferente, diz ele, quando os psicoativos são tomados de forma inconsciente. Ele desaconselha o uso por adolescentes e afirma que “eles (cogumelos) o tornam psicologicamente vulnerável e você precisa ter capacidade para entender a experiência”.

Winstock também aponta que “os cogumelos combinados com álcool e usados em ambiente não familiar aumentam as chances de acidentes, como ataques de pânico, desorientação e medo de enlouquecer”, e aconselha que a utilização seja feito em um ambiente amigável ou confortável para o usuário, com pessoas em quem confia e que poderão ajudar no caso de alguma confusão.

Qualquer psicoativo altera a função cerebral e resulta em alterações na percepção, humor, consciência ou comportamento. Se é possível conhecer-se melhor com estas substâncias, nada melhor do que conhecer a substância melhor, certo? Existem muitos artigos acadêmicos que podem esclarecer inúmeras questões com relação a drogas recreativas e como elas poderiam funcionar de forma medicinal

*FOTO DO CABEÇALHO DE JILL BLISS Fonte: www.psicodelizando.com.br

 

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